• Catarina Sabaini

Clean Label, nova tendência de mercado! Produtos naturais e sem conservantes.

O consumidor moderno está cada vez mais exigente e informado e por isso, o maior acesso à informação reflete-se na relação dele com os alimentos que são consumidos.

Hoje em dia, grande parte da população já possui uma noção geral acerca de como a alimentação pode afetar a saúde, tanto de forma positiva quanto negativa.





Produtos com listas extensas de ingredientes, nomes científicos impronunciáveis e processamentos muito agressivos despertam a desconfiança de uma parcela dos consumidores, que associam estes fatores a um distanciamento do que era conhecido por eles como alimento natural e fresco.


Esta tendência levou ao surgimento do Clean Label, um movimento que busca uma volta às origens quando o assunto é alimentação. Produtos mais naturais e com composições simples são apenas a ponta do iceberg de um conceito amplo e que pode englobar diversas definições.


O fato é que o clean label já é uma realidade e está bem próximo de se tornar uma norma. Assim, é preciso entender como este novo movimento do mercado alimentício pode mudar a dinâmica da cadeia produtiva.




Afinal, o que é um produto Clean Label?

Clean Label surgiu por uma demanda do público pelo retorno daquilo que é considerado “comida de verdade”. De acordo com estes consumidores, na lista de ingredientes, deve-se constar só aquilo considerado necessário e nada de aditivos sintéticos e artificiais.

Fazem parte da lista de ingredientes não aceitos antioxidantes sintéticos, diversos adoçantes, glutamato monossódico, conservantes variados, corantes artificiais, dentre outros.


Por esta descrição, já foi possível notar que o clean label carregas altas doses de subjetividade. Ou seja, os ingredientes são “banidos” de acordo com o que o consumidor percebe como não-natural, desnecessário e/ou maléfico à saúde.


Assim, aditivos que possuem nomes difíceis de serem pronunciados e os quais o consumidor não entende sua função no produto, podem ser percebidos de forma negativa sem necessariamente causarem algum tipo de dano ao organismo.


As diretrizes do Clean Label e como elas ditam a formulação de alimentos

Algumas diretrizes básicas devem ser seguidas para que um produto possa ser classificado como clean label. São elas:


Produto 100% natural: todos os ingredientes devem ser de origem natural, o que significa que aditivos sintéticos devem ficar de fora da formulação. Além disso, GMOs também não podem estar presentes. Lista de ingredientes curta e simples: formulações que possuem uma extensa lista de ingredientes despertam a desconfiança dos consumidores. Além disso, os poucos ingredientes presentes precisam ter nomes comuns, facilmente identificáveis pelo grande público. Minimamente processados: produtos que sofreram poucas transformações são percebidos como mais próximos ao que se considera natural por parte dos consumidores.





Tendência ou Realidade?

clean label já não é mais uma tendência, mas sim uma realidade comprovada. Uma análise aponta que 73% dos consumidores pagariam mais para consumir um produto desta categoria.


Outro dado importante aborda a movimentação financeira dos produtos clean label nos EUA. Em 2015, foram movimentados cerca 150 bilhões de dólares, sendo que a projeção para 2020 é chegar a 180 bilhões.


Porém, mesmo com o salto nas vendas, os produtos clean label ainda são considerados de nicho. Muitos substitutos aos aditivos convencionais apresentam alto custo, o que acaba por elevar o preço final dos produtos.


A rede de distribuição dos produtos clean label ainda é tímida e os pontos de venda começaram a se interessar por esse tipo de produto recentemente.

Basta pensar na forma de obtenção de produtos orgânicos há alguns anos, algo que era feito somente em feiras especializadas ou diretamente com os produtores, dificultando o acesso por parte do público.


Para que os desafios relacionados aos custos elevados e à rede de distribuição sejam superados faz-se necessário um aumento na escala de produção.

Isto pode ser possível investindo-se em marketing e, principalmente, em educar o consumidor quanto aos benefícios do consumo de produtos 100% clean label.


Conclusão

Mesmo sem uma definição estrita, o conceito de clean label já invadiu o mercado e se tornou uma realidade. Para não ficar atrás dos competidores, os setores de P&D das empresas de alimentos necessitam buscar novas alternativas que estejam dentro dos preceitos desta nova filosofia.

Buscar ingredientes naturais e de qualidade, provenientes de fornecedores confiáveis, é o primeiro passo para a formulação de alimentos que atendam às expectativas do consumidor moderno. Pelo que apontam as projeções, este tipo de iniciativa tem tudo para se converter em lucrativos negócios para a indústria alimentícia.


FONTE: BRF INGREDIENTS

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